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Terça-feira, Julho 08, 2008

DOIS MESES

Para Hortência



Engraçadp como a gente vai se conhecendo mais por causa de pequenas coisas. Coisas que tu não se dá conta, por simplesmente não compreender...

É. por exemplo, o que eu sinto quanto ouço uma canção, me surpreendo quando vou ouvindo um disco e vou descobrindo uma faixa melhor que a outra.
Eu sempre achei que as maiores emoções que eu já senti na vida até agora tinham sido proporcionadas pela música. Shows legais que presenciei, conhecer um ou outro artista legal, estar tocando num palco, ver pessoas que eu não conheço cantando um refrão de uma música minha...

Mas agora, eu descubro outras coisas em mim.
Claro, não deixei nada de lado. Nem o rock n' roll em toda sua totalidade na minha vida (amigos, bandas...).

Tive a enorme sorte de ver bater á minha porta alguém que eu nunca acreditei que fosse aparecer assim. Alguém com quem trocar mais que conversas sérias ou dissimuladas, copos de cerveja e acordes barulhentos. Alguém que faz eu me sentir inexplicavelmente satisfeito. Alguém que faz com que eu acredite mais nas coisas, em mim mesmo, e, principalmente nela. Alguém que me derruba com um sorriso. Alguém que faz eu me esquecer do tempo quando me beija o pescoço.

E hoje, dia sete de julho, faz dois meses que eu não consigo sair de casa sem pensar em ter ela do meu lado. Nem que seja pra saber que ela está ali caso eu queira abraçar, caso sinta falta daquele cheiro bom que ela tem ou ver como ela fica encabulada quando eu não consigo parar de olhar pra ela...

Dois meses, cara!

A Hortência apareceu de repente pra mudar minha vida, me fazer tomar decisões que eu nunca imaginei tomar, fez eu entender uma porção de coisas sobre sentimentos que eu acreditava utópicos e, principalmente, me deu nesses dois meses o que eu sempre sonhei de um namoro: Intensidade, carinho, respeito, cumplicidade...amor.

Dois meses!
E eu não tenho mais medo de dizer que eu amo mesmo!
Amo você, Hortência.

Sexta-feira, Julho 04, 2008

Buenas!

Mil coisas pra escrever, mas, como sempre, falta tempo, disposição e etc...

Vamos começar então sem muita lenga-lenga.


+=+=+ROCK N' ROLL+=+=+


Parece que estou de volta aos meus tempos de entusiasmo em tocar rock n' roll.
A banda Intranse Cover, tocará novamente neste sábado e estamos todos empolgados.
Claro, não posso falar pelos meus colegas de banda, mas de minha parte, a banda tem me agradado cada vez mais desde sua volta triunfal, quando adicionamos o Cover ao nome e, posteriormente, o Marcão como guitarrista.
O repertório cada vez mais me agrada, deixando claro que a banda quer mesmo é trazer um repertório diferente pro público, hora desenterrando bandas esquecidas, hora trazendo coisas novas, desconhecidas...E em contra-partida, não fica em função disso, fazendo essa renovação de acordo com o gosto em comum dos integrantes para que não falte empolgação e paudurescência na hora de tocar, e não se baseando somente no que possa ou não agradar o público.
Eu nem acredito que estamos com um repertório que conta com bandas que eu amo como Cachorro Grande, Faichecleres, Teenage Fanclub, Faith No More...e isso é maravilhoso, até porque eu desafio você, leitor amado, leitora querida, a achar uma banda que toque no Berlin que conte com tais covers inusitados em seu repertório.

Então, reforço aqui pra vocês que a banda volta ao Berlin neste sábado, dia 05 de julho de 2008. De quebra apresentamos a banda Fantoch, banda de São José dos Campos, que, pela primeira vez pisa em solo mariliense para tocar um repertório também bem diferente, com composições próprias e covers.
Sem dúvida é uma noite que promete!
Pra quem quer ir e ainda não foi atrás de convites mais baratos, ainda me restam alguns convites por cinco reais. Vários já estão reservados e os que restam, creio que não durarão muito. Então basta procurar este que vos escreve, ou qualquer outra integrante da banda para falar sobre isso. Fora isso, o esquema é o mesmo de sempre, no dia da apresentação, das 20:00 às 22:00 dá pra comprar o convite por sete pila. Depois, na hora vai estar por volta de doze pila.



Também a banda Vera Fisher vai de vento em popa! Investindo, ensaiando, compondo...idéias e mais idéias surgem e estamos nos esforçando para aproveitar cada uma delas.
Investimos numa potência para melhorar os ensaios, já que a caixa onde estávamos ligando os microfones estava precária. Melhorando a qualidade sonora, facilita para a banda se desenvolver, se perceber tocando, ver onde erra e onde acerta.
Além disso, novas canções surgem.
A banda tem me motivado muito a compor mais. Não que eu tenha nenhuma intenção nem poretensão de me impor na banda, mas das quatro canções de composição próprias da banda, três são minhas. Temos uma quinta engatilhada, essa de composição geral, numa jam o Guilherme fez um riff no baixo, eu e Franja entramos, mudamos andamentos, eu joguei outro riff de guitarra em cima do riff do baixo...o Toty já começou a pirar numa letra...e assim tá indo. A música ainda está meio samba do crioulo doido, mas acho que dá pra organizar todos os pedaços e fazer uma música bacana.
E os covers que temos escolhido para tocar também não poderiam me fazer mais feliz. Cascavelletes, The Who, Kinks. Walverdes...e até Beatles!
Viva Vera Fisher!

E além de tudo, acabo de ser informado que já temos marcada nossa primeira apresentação. Será no evento Fábrica de Vagabundos, que rolará no dia 10 de outubro. Ainda não temos detalhes de local e etc...mas assim que aparecer alguma coisa informo vocês.



Ainda falando em bons sons, quero falar-lhes sobre um rapaz que tenho escutado muito nos últimos dias.
Trata-se de Rafael Castro & Os Monumentais.

O tal menino Rafael é de Lençõis Paulista. Minha querida Hortência me passou o link com o myspace do garoto. Quando comecei a ouvir, não acreditava...composições bem feitinhas, boas melodias, criativas...letras sensacionais. Esse cara é gênio! Compositor fantástico! Rock n' roll sixtie delícia...jovem-guarda new generation, power música delícia cremosa!

O som de Rafael Castro & Os Monumentais faz referência a uma diversidade ímpar de estilos. Mas a base, claro, é o bom e velho rock n' roll.
Nas primeiras audições o som vai lhe remeter a bandas como Graforréia Xilarmônica e Júpiter Maçã, aquela coisa meio new-Jovem Guarda, mas com referências a outros estilos...um tropicalismo escrachado, sem cabecismo...

As músicas são muito bem executadas, mas o segredo maior aqui são as letras. Verdadeiras pérolas aparecem a medida que vai se conhecendo e ouvindo as canções. Polaroid, Mulher Bicombustível, Barman, Professora Lúcia...letras bem humoradas, mas sem exageros, com aquele sabor meio nonsense...coisas bem típicas da Graforréia mesmo.

Olha, é mais que recomendado por este que vos escreve!
Seguem aí abaixo os links pra conhecer a obra do rapaz.

MySpace
http://www.myspace.com/sabesp
Palco MP3
http://palcomp3.cifraclub.terra.com.br/rafaelcastro/
Tramavirtual
http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=84272
Perfil no orkut
http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=17451466112777526625



+=+=+FILMES+=+=+



Na onda de novos filmes com personagens clássicos do cinema dos anos 80, assisti dois filmes. Rambo IV E Indiana Jones E O Reino Da Caveira de Cristal.



Falando primeiro de Indiana Jones, eu não esperava nada deste filme além do que já estava acostumado a ver nos três filmes anteriores do homem do chapéu e do chicote. A fórmula dos filmes do Indiana Jones é perfeita e funciona se usada corretamente. No caso, a química está basicamente na trinca Spielberg, Lucas e Ford.

E eles não quiseram ser ousados, nem inovadores. Que bom pra nós, pois mantiveram o bom e velho Indiana Jones como sempre foi. Arranjaram uma história bacana, colocaram bons coadjuvantes e acertaram a mão no enredo, rechearam com uma piadinha aqui, outra acolá, cenas eletrizantes de ação e pronto.

Mais um filme do Indiana Jones está pronto para os iniciados ou não na carreira do arqueólogo mais excêntrico da história do cinema.

Diversão garantida.



Já o Rambo...a conversa muda um pouco.

Claro, não dá pra tirar os créditos de Sylvvester Stallone. Só pelo que ele fez com Rocky Balboa, o homem merece ser respeitado, pois o desfecho da saga do Garanhão Italiano foi das mais honrosas e emocionantes.

Ok.

Mas depois deste grande êxito, o velho Sly resolveu tirar a poeira do boina verde John Rambo e trazê-lo de volta às telonas.

Eu sempre gostei muito do Rambo. Desde pequeno até hoje. O Rambo sempre teve um quê de anti-herói pra mim. Apesar de durão, justo e todos esses atributos de um herói, Rambo é feio, caladão, explosivo e impiedoso.



Este Rambo IV é muito bem feito. Dos quatro filmes do personagem, este é o que traz as cenas mais sanguinolentas, sem muito pudor...mas o filme cansa um pouco. Parece não ter um roteiro muito coeso...Ficou uma coisa muito assim: Rambo aparece de repente anos depois de sua última aventura (que foi no Afeganistão) nas redondezas da Birmânia tentando levar uma vida anônima e pacata. Como ele chegou lá, por quê foi pra lá...? Parece que Stallone não se preocupou muito com isso. O fato é que, coincidentemente, rolava por ali uma guerra civil que viria bem a calhar para o velho Rambo tirar aquele arco e flechas do armário. Aí, foi só aparecer um grupo de pessoas querendo chafurdar naquela lama, um grupo religioso que levaria comida e remédios para as vítimas e precisam do barco do Rambo pra subir o rio e chegar até a zona de guerra.

Rambo leva a turma até lá. Eles são feitos prisioneiros pelos inimigos e Rambo acaba indo lá pra resgatar o pessoal.



Já viu esse filme?

Pois é. Lembra mesmo Rambo II A Missão, onde ele vai resgatar soldados americanos e tal...e o Rambo III quando ele vai resgatar o Coronel Trautman.



O grande lance neste novo filme do Rambo é que faltam amarras. Talvez falte ali o Coronel Trautman dando aquela força amiga, ou sei lá...

A verdade é que, se formos pensar, Rambo II e Rambo III Seguem a mesma linha. Rambo quer abandonar os campos de batalha, mes sempre acaba sendo "forçado" a voltar, seja pra salvar alguém que ele gosta, para salvar compatriotas ou para salvar a loirinha gostosa...Com um roteiro realmente interessante e tal só mesmo o primeiro.

Porque ali no Rambo I, é o retrato do soldado americano que volta do Vietnã completamente deslocado, sem trabalho, ou ocupação. No máximo o cara ganha uma medalha no peito, mas nenhuma assistência. E aí o nego pira mesmo.

Rambo I é isso aí levado, obviamente, a extremos. Mas a cena clássica do fim do filme quando Rambo desabafa com Coronel Trautman chorando feito criança, falando que seus amigos morreram, que ele não conseguia mais se sentir em casa, que ele não sabia fazer mais nada a não ser atirar...chega a ser comovente sim.



Começo a pensar que se eu assistir Rambo II e Rambo III agora vou achá-los tão fracoS quanto este Rambo IV. O lance é que na época que eu assisti esses filmes, era apenas um moleque que gostava de ver ação, tiros e explosões na tv. Hoje em dia preciso de mais que isso. Tem que ter um roteiro, um enredo interessante...tem que ter os por quês das coisas...



E o pior é que não podemos nem falar que foi o último filme do Rambo. Se o velho Sly encanar, ele pode muito bem escrever outro filme pro Rambo. Quem sabe na próxima vez o Rambo não vem parar no Brasil e vai resgatar algum figurão que foi sequestrado por traficantes no Rio de Janeiro. O Rambo subindo o morro seria massa!



Agora filmão mesmo que eu vi recentemente foi Piaf!



De uns tempos pra cá, venho me interessando muito pela cultura francesa...ouvindo música e tal. E acabei chegando neste filme que conta a história da cantora Edith Piaf, ícone da música francesa e mundial. Nunca fui muito de ouvir Piaf. Já ouvi várias vezes porque minha mãe gosta, tem um disco dela e escuta ás vezes...

Mas vendo o filme, tudo muda. Agora, eu ouço esse disco da Piaf e é forte pra caralho!

Mas falemos do filme.



Intenso acho que é a grande palavra para definir este filme e também a vida da cantora Edith Piaf. Abandonada pela mãe ainda pequena, ela foi criada pela avó que, por sua vez, era dona de um bordel. Aí tu já vê que a guria cresceu com bases familiares pouco convencionais.

Mas o bicho pega mesmo no filme quando mostra Piaf já crescida batalhando, cantando pelas ruas e tomando porres, depois já mostrando a ascenção, sublinhando os problemas de saúde, os excessos...e a necessidade dela de cantar. Como escolhia seu repertório...

Não à toa a atriz Marion Cottilard ganhou o Oscar de melhor atriz por essa atuação impecável. A mulher incorporou a Piaf de forma inacreditável!



Não só recomendo que vocês assistam o filme, como também escutem os discos dela. Já estou baixando bastante coisa. É foda! Forte pra caralho!

É aquela coisa. Música velha, saca? Mas pra quem gosta de ouvir música e absorver os sentimentos, sentir bater na veia...tá mais que recomendado. É como ouvir os bolerões sofridos do Nélson Gonçalves, é como ouvir Piazzola...virei fã mesmo!



E acho que por hoje já chega, né?



Nos vemos no Berlin, na Fábrica de Vagabundos, nos botecos da vida...



Abração!