Um blog que nasceu sem nenhuma
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Terça-feira, Abril 22, 2008

Cores...

Antes era cor-de-rosa. Com um cheiro de não sei bem o quê, mas um cheiro doce.
Quando não se sabia que a realidade fatalmente lhe cairia nas costas como a chuva. Mas uma vez com esse peso nas costas molhadas, deixou tudo como estava.

E tudo depende muito nessa idade, sabe? A realidade é cinza por natureza. Natureza morta. Mas tu pode pintá-la da cor que quiser. Por um tempo ele fez isso, mas se descuidou. Acabou se envolvendo demais com as cores e esqueceu que aquela era essencialmente a realidade. Ele poderia pintá-la, mas não poderia torná-la menos dura.

Foi então que largou as tintas.

Foi deixando tudo correr, sem querer interferir por medo. Medo de se ferir.
Que grande besteira!
Mas durou pouco.

Logo o vermelho lhe bateu de frente com seu jeito intenso e inconsequente. Ele não resistiu. Estava tomado por desejos e canções malucas, dividindo cigarros no sofá.
Tardes de domingo que sonhava intermináveis.
E como um cigarro que vai se queimando a prazerosas tragadas, tudo acabou deixando na boca um gosto de café misturado com uma interrogação. Interrogação não, mas sim retiscências...

Mas não dá pra se prender a essas coisas.
Coisas vagas como cores indefinidas.

Quando deu por si, estava procurando cores onde quer que fosse. Encontrava pedaços pintados de roxo, laranjado e outras cores híbridas. Por pura falta de opção, mas nem sempre púrpura é a cor do coração.
Mas ele insistiu no erro, pagou pra ver e quebrou a cara.

Resolveu então parar de procurar cores.
Afinal de contas, nascera para os sons do universo.

Agora que não procura mais as cores, começa a enxergar várias delas. Cada dia percebe uma nova cor. E cada cor percebida vem acompanhada de uma perfume suave e um sorriso doce.
Se faltam palavras, sobram olhares. E canções.

Agora que começa a perceber que não precisa de todas as cores, se surpreende.
Porque quanto mais se interessa pelo castanho dos olhos, mais vê colorir-se o cinza do mundo real.

Domingo, Abril 20, 2008

Buenas.

Fim de semana inesperadamente inusitado.
A idéia era passar o fim de semana com a Mariana em São Pedro, mas forças maiores me impediram de ir. Passei um sábado como há muito não passava.
Sozinho.

Depois de almoçar, fiquei a tarde toda na internet. Empolguei em ouvir algumas entrevistas do Programa Pânico. Enquanto ouvia, conversei no MSN com o Bart, procurei algumas bandas pra baixar...

Enfim, de noite, assisti um pouco de TV e saí pra tomar uma ceva de leve com Fernando e Gabi. Fazia tempo que eu não tomava uma tão de leve assim. Sentamos, conversamos um pouco...saí de casa onze e meia mais ou menos...um pouco depois da uma da manhã já estava em casa. E aqui estou pra falar pra vocês como isso é legal.

Meus últimos fins de semana foram muito pauleira...bebendo pra caralho, ensaiando com as bandas, não parando em casa...

É bom lembrar de vez enquando como é bom ficar sem fazer nada em casa...

Muito também de eu ficar em casa, é que confesso que fiquei meio mal com o lance de não ter ido pra São Pedro, mais pelo motivo pelo qual não fui.
A avó da Mariana foi internada. Passou mal pra caralho lá...UTI e o caralho a quatro.
Espero que fiquei tudo bem. A avó da Mariana sempre me tratou super bem quando fui pra lá. Sempre dormi na casa dela e tal...e a hospitalidade, simpatia e tudo mais para comigo sempre foram excepecionais! A Mariana tem a quem puxar na família pra ser uma garota tão bacana.
Enfim, com isso acabei não indo porque ia ser um transtorno muito grande...Mas realmente torço pra que tudo acabe bem!

Pensei em várias coisas hoje.
A principal foi a falta que faz em Marília um bar diferente. Pensei nisso baseado em várias coisas, inclusive o fato de o Antonio e o Marcão acharem chata a belíssima música The Concept do Teenage Fanclub.
Pô, seria tão legal se tivesse em Marília um bar que tivesse bandas ao vivo tocando coisas mais sossegadas, tipo essa do Teenage Fanclub, ou coisas como Snow Patrol, The Shins...enfim, bandas com uma sonoridade mais sossegada um pouco.

Porque do mesmo jeito que é legal ir no Berlin ver uma banda sentando o sarrafo, tomar uma ceva e curtir a banda, também deve ser legal ir num bar ver uma banda legal tocando um som mais sossegado, tomar uma ceva com os amigos...ou ir mesmo pra ver a banda tocar.
Vai ser um teste legal tocar essa música do Teenage Fanclub no Berlin justamente pra ver a reação do público. Provavelmente vai ser a hora que a galera vai mijar, pegar cerveja e etc...
Mas foda-se! Eu quero tocar essa música e vamos tocá-la justamente por realização pessoal mesmo minha e do Fernando.
E isso é legal também.

Acho que se tivesse um bar em Marília mais voltado pra esse tipo de música, certamente eu iria não só frequentá-lo, como iria querer tocar lá. Aí, muita gente vai falar do meu jeitão de tocar, sentando o braço e tal...Mas músicas como The Concept não tem essa coisa do peso. Eu acabo tocando com mais suavidade, que é o que a música pede. E tem esse lance de tocar pra si mesmo.
Tocar numa banda como a Intranse Cover é legal, mas a gente depende um pouco da receptividade do público. Se a galera estiver empolgando, cantando junto, pulando e etc, a gente toca com mais tesão e tal.
Tocar num bar coisas do tipo Teenage Fanclub é mais essa coisa de tu tocar pra si, tocar pela beleza das melodias, sem, necessariamente, precisar do público ali na frente do palco cantando junto.

Eu quero um bar diferente, com música diferente...um meio termo. Aqui em Marília é foda. Ou tu vai no boteco ouvir Djavam, ou vai no Berlin ouvir Black Sabbath. Por incrível que pareça, as coisas mais interessantes que tem aparecido na cidade, tem sido no pub, que tem trazido bandas covers de qualidade como Nirvana Cover e Oasis Cover.

Às vezes eu acho que eu tô mesmo é ficando velho...

Sexta-feira, Abril 18, 2008

Buenas!

Esta é somente para iniciados...hehehe.

História de Hospital

DOUTOR ROBERT

- Ela entrou pela janela do benheiro, com uma colher numa mão e chupando um dedo da outra. Foi quando o martelo de prata caiu na cabeça dela e...
Não! Não foi assim que começou...talvez tenha sido, mas com algumas diferenças.
É esse meu problema, sabe? Da cabeça...eu tenho essas alucinações e acho tudo muito engraçado.
Mas a história começou fora do banheiro.
Tinha aquele velho chato que morava num buraco no meio da rua, um velho sujo e sovina que não gostava de ninguém. Com exceção da irmã dele, que trabalhava numa loja. Dia e noite sem parar ela trabalhava e nos feriados levava o velho pra passear sempre no mesmo lugar.
O velho olhou pra mim certa tarde e disse pra eu largar meu emprego e compor canções. Achei a idéia boa, mas não larguei meu emprego. Ao invés disso, com meu salário comprei um violão e um novo par de chinelo.
Os chinelos me serviram perfeitamente, eram muito confortáveis. Mas o violão não funcionava direito...devia estar com defeito...não saía nenhuma melodia dali quanto eu encostava nele...Até que o George me disse que eu precisava aprender a tocá-lo adequadamente.

Fui pra Inglaterra sonhar com dias mais coloridos e parei no meio da rua para tirar uma foto.

Quando voltei o velho mudara-se de seu buraco para minha casa abandonada desde minha viagem. Fui procurar outro lugar pra morar. Entrei num bar e vi que minhas alucinações ainda continuavam. Vi dois garfos passeando pelo chão, um homem azul bebendo no balcão e numa mesa ao fundo, Hemingway, Gandhi e Raul Seixas conversavam animadamente entre doses de conhaque e Soda Limonada.
Quando os quatro rapazes de terno entraram no bar, notei que as alucinações continuavam. Os quatro rapazes subiram no palco e tocaram suas canções e os casais dançavam.
Eu encontrei uma garota no balcão e a convidei para dançar.

Ela aceitou mesmo estranhando não estar tocando música alguma no recinto. Me abraçou e me beijou. Fomos pra casa e ela foi pro banheiro.
E entrou pela janela. Ou pela porta dos fundos...enfim...
Eu não lembro bem.
Quando cheguei no banheiro ela estava morta. Eu também estava...não!
Eu estava vivo...cheio de esperanças...

TRRRRIIIIIIIIMMMMMMMMMM

Uuuuaaaahh...
Acordei, saí da cama, penteei os cabelos, desci as escadas e tomei um café.
Refletindo, vi que estava atrasado.
Peguei meu casaco, pus meu chapéu. Achei um lugar no segundo andar e fumei um cigarro.
Alguém falou e eu entrei num sonho.

Acho que foi assim que eu comecei a ver tudo isso de forma diferente.
Minhas alucinações, e tudo mais...

...

Mas o que o senhor tinha me perguntado mesmo, doutor?

- Nada não...esquece. Pode ir embora...

Segunda-feira, Abril 14, 2008

Buenas.

Este blog não tem o famoso "arquivo", onde ficam armazenadas as postagens anteriores. O que quer dizer que a cada atualização, o último post da página vai para o limbo, certo?
Errado.
Descobri recentemente que é possível acessar posts antigos do blog através da barra de endereços!
Durante esses dias re-li praticamente meu blog inteiro, desde sua estréia na web!
Cara, que maluquice isso. Passou pela minha cuca momentos que eu nem lembrava, outros inesquecíceis...
Também me mostrou com ainda mais clareza como venho mudando, crescendo, amadurecendo conceitos, idéias, atitudes, comportamento...Também foi legal por várias imagens postadas ao longo do tempo...algumas inusitadíssimas, coloco aí abaixo algumas.

O blog Histórias de Hopsital começou no dia sete de fevereiro de 2003! Anteriormente eu tinha outro blog no servidor weblogger, que pelo que me lembro, e li nos arquivos, era bem tosquinho...
Pra quem quiser, tá aí o link pra vocês verem como foi o começo desse blog, com template diferente e tudo mais...
http://www.hospital.blogger.com.br/2003_02_01_archive.html
Pra ver mais, basta mudar o mês e ano, por exemplo se tu quiser ver o que eu escrevi em setembro de 2005, é só mudar ali 2005_09_01_archive.html

Imagens:



Eu e Fernando Magrelito em diferentes épocas da vida. (nota-se pelos diferentes comprimentos de cabelo...)




Natal da alegria, em 2003 a turma se reuniu na frente do teatro municipal para uma sessão de fotos comemorativas. Acabamos encontrando este simpático senhor que dizia se chamar John Lennon, mas logo após revelou sua verdadeira identidade, o Tarzan Da Cidade, pois em troca de uma ceva, bradou seu grito de guerra:
ÔÔÔÔÔÔUUUUÔÔÔÔÔÔÔÔ...UGA UGA!!! FELIZ NATAL, FERNANDO E TODA A GALERA!
Inesquecível...


Foto do Jefferson, também conhecido por Larry, ex-professor de informática do bloco de comunicação da Unimar. Esta foto foi tirada momentos antes de eu e Victor sermos expulsos da sala de aula.


A finada banda que trocava de nome.


Foto tirada por mim homenageando a Coca-Cola.


Foto tirada em 2003 quando eu fui alguns dias tocar violão pra gurizada de uma escola pública da região norte aqui de Marília...gosto desta foto pelo detalho do garoto no canto da foto batendo continência! Eu tenho mais umas três fotos dessa turminha e em todas o moleque tá com essa pose...um barato!


Foto tirada por mim no show do Cordel do Fogo Encantado em março de 2003 em Marília, quando a banda Azul Marítimo também tocou no I Festival De Músicas Inéditas de Marília (que foi um fiasco, diga-se)


Eu e Ianzito na fúria do metal na frente do saudoso Mocotó.




Desenhos toscos feitos por mim.


E aqui, sob a ótica de Lucas Gordão, a banda Intranse original!

Por hoje é isso.

Abraço!